quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lua Nova - o filme
"I can't live in a world in which you don't exist..."
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Cartaz Latada de Coimbra 2009

22 de Outubro - Quinta
Sarau Académico
23 de Outubro - Sexta
Blind ZeroMadcon
24 de Outubro - Sábado
Sean Riley & The SlowridersJames Morrisson
25 de Outubro - Domingo
Dj Nelson Cunha
MAKONGO
Diego Miranda
26 de Outubro - Segunda
Oquestrada
Milow
27 de Outubro - Terça
Banda Red
Tiago Silva
Quim Barreiros
Orxestra Pitagorica
28 de Outubro - Quarta
Irmãos Catita
José Cid
domingo, 11 de outubro de 2009
Festuna
Sinto o bater compassado do teu ser, encanto de suplício,
Registo irreal de outros momentos, recordações de outros tempos.
O descanso da hora embala-me, aconchego-me a lembranças nossas,
Fico a cogitar no que fomos e no que nunca seremos,
Acarinha-me a tua imagem até adormecer...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A tua indiferença é apavorante,
Sinto o abismo entre nós, sinto o peso do amor sobre mim
Foste sorrisos, lágrimas, alegrias, tristezas
Em ti encontrei a força da vida, em ti depositei o meu sonhar,
Criaste esperança, ilusões, fantasias
Fizeste desaparecer todos os medos sentidos,
Agora és névoa, és fumaça, entristece-me ver como para ti tudo passa
Custa-me crer que foi tudo uma farsa,
Custa-me ver a realidade que me devasta e de ti me afasta
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Imagino cada traço do teu rosto,
Cada balançar das tuas doces mãos;
Irremediável, o sentimento que me assola,
como o cintilar da estrela da tarde na hora do sol poente, latejante e lacerante;
És estranhamente fascinante e misterioso,
Cerro os olhos e sinto a luz da tua presença, nesta tua infindável e angustiante ausência.
Estranho cessar
Nos teus olhos, a certeza da acção,
Eras a chama que me aquecia, o pilar que me apoiava,
Nesse instante perdi o chão, as pernas tremeram,
Partiste sem pensar, sem olhar,
A frieza da atitude fez-me corar,
Não eras mais o ser que outrora conhecera,
Não eras mais a perfeição que imaginava,
Eras então um estranho, que eu inevitavelmente ainda amava.
domingo, 27 de setembro de 2009
Sonho Perfeito
Na tua pele o tom da saudade, o som do amor;
A tua presença fazia-me flutuar,
O sopro do que seria o teu amor fazia-me estremecer,
Sintia-me planar em todo o sonho de estar junto a ti;
Sabias mentir e fingir, mas não me importava,
Eras um sonho
Irreal o que imaginava de ti;
Porém, eras o meu sonho de amor perfeito!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Obsessed
Sacanas sem lei
Ponyo à beira-mar
"Ponyo à Beira-Mar", livremente inspirado em "A Pequena Sereia", de Hans Christian Andersen, aqui Sosuke, um turbulento rapaz que vive numa casa no topo de uma falésia com o pai, capitão de um navio, e a mãe, empregada num lar de idosos, encontra um peixe-dourado à deriva e resgata-o, dá-lhe o nome de Ponyo, mas mal ele sabe que salvou uma princesa do mar com poderes mágicos que, desde cedo, se quer tornar humana.
Para mim, é um filme com base na estética da aguarela, em cores de pastel e que representa uma enorme energia visual. A mensagem desta linda fábula persiste ao longo de todo o filme o triunfo da inocência infantil, do amor maternal e do amor em geral como valor indiscutível, do respeito pelos mais velhos, soerguidos das cadeiras de rodas, correndo, para ganharem uma nova vida autónoma. Tudo sem ponta de demagogia, nem um olhar auto-complacente. Para mim Ponyo é raro na actual panorâmica dos filmes de animação.
Adorei o filme, sei que é um filme mais indicado para crianças =) contudo, fez-me recordar alguns desenhos animados que via na minha infância, é uma história extremamente bonita onde o amor e o respeito imperam. Fica o trailer para quem quiser assistir.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
"Fuck them"
Ghosts of Girlfriends Past

Por amor (personal affects)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sócrates e TVI
Concordo plenamente com o Primeiro-ministro o Jornal da TVI é realmente, "travestido" e esquece de todo a imparcialidade que devia estar subjacente aos jornalistas, porém acho que é erróneo apelidarmos Manuela Moura Guedes de jornalista...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
The Ugly Truth

Posso dizer que adoro comédia porém, o filme “The Ugly Truth” é o cliché das comédias românticas que costumam aparecer nas telas do cinema, com um formato típico duas pessoas que aparentemente não têm nada a ver uma com a outra encontram-se e, após uma sucessão de peripécias acabam juntas no final, peço desculpa por estar a adiantar o fim do filme mas é o costume.
Abby (Katherine Heigl) é uma produtora de um programa de televisão matinal que está em crise e que contrata Mike (Gerard Butler), que tem um programa nocturno onde discute relações amorosas dum ponto de vista ultra-masculino. Após o choque inicial, Mike propõe-se demonstrar a Abby que o seu método funciona, ajudando-a a seduzir o seu novo vizinho.
Vejo quase todo o tipo de comédias românticas que aparecem no cinema apesar de saber que são estereotípicas e previsíveis mas costumam ser um tempo bem passado e é usual sair do cinema com um sorriso no rosto para mim “The Ugly Truth” é uma perda de tempo.
Não quero cantar amores
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Twilight - A Saga


O amor cativa, crava, prende, absorve. A saga “Crepúsculo” encaixa nas grandes histórias de “love forever” como “Love Story”. Para mim, o “Crepúsculo” é Shakespeare transformado num conto “vampiresco” o que faria as graças do autor uma vez que as suas peças estão assoladas de elementos fantásticos/sobrenaturais. Observamos o amor que vence tudo um amor desmedido que enfrenta tormentos/delícias que surge entre Edward vampiro e Bella humana, que tentam ficar juntos. Adorei o primeiro filme, estou ansiosa à espera do New Moon, quando comecei a ler pensei que este não era o tipo de história que me ia cativar contudo, só consegui parar quando terminei o último livro. A história abandona cenas sangrentas e coisas vampirescas do género e cai no amor profundo que une as pessoas…simplesmente absorvente.
Ana Carolina - É isso aí
"É isso aí um vendedor de flores, a ensinar seus filhos a escolher seus amores, eu não sei parar de te olhar, não sei parar de te olhar, não vou parar de te olhar eu não me canso de olhar..."
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
The Proposal
Sandra Bullock interpreta Margaret Tate, uma uma chefe dominadora que, de repente, se vê em vias de ser deportada para o Canadá. É quando lhe surge a idéia de propor casamento ao seu assistente e assim conseguir um visto de permanência nos Estados Unidos.The Hangover - a ressaca
Pondero que The Hangover é uma das superioras comédias que vi ultimamente, com todos os ingredientes necessários para proporcionar muitas e boas risadas Não me recordo, nos últimos tempos, de um momento tão produtivo para a comédia comercial norte-americana quanto o actual. Phillips passou os anos 2000 inteiros fazendo comédias, mas nenhuma com energia cómica bastante para infringir o seu pesadíssimo estilo descritivo.A ressaca começa com a despedida de solteiro de um dos três integrantes de um grupo de amigos, que decide partir junto deles para a “cidade do pecado” de modo a fruir da noite restante da sua vida de solteiro. Juntam-se aos três o irmão da noiva, uma daqueles personagens que precisam existir em qualquer filme de humor (o gordinho “totó” e desajustado), e a Mercedes de estimação do futuro sogro.
Phillips em The Hangover chega ao limite do humor politicamente incorrecto, o que em alguns momentos chega a ser surpreendente num filme de tamanho sucesso comercial nos dias de hoje, já que a censura e o falso moralismo estão mais do que nunca em evidência. Há um enorme número de piadas que poderiam tranquilamente ser motivo de birra para quem assiste comédias com olhares mais conservadores: mulheres, negros, homossexuais, enfim, há um grande desfile de estereótipos sendo desenvolvidos e trabalhados em prol do humor, mas a maneira como Phillips conecta todas estas situações e a inventividade de grande parte das cenas deveria ser motivo suficiente para deixar de lado estes preconceitos (afinal, não deixa de ser um) e se divertir com a jornada inusitada na qual mergulham os personagens.
domingo, 23 de agosto de 2009
Carolina Patrocínio a nova mandatária do PS
Há várias partes (para não dizer o video todo) que me deixam completamente enojada com tamanhas imbecilidades que saem da boca desta espécie de estrela. Note-se:" Odeio perder. Prefiro fazer batota, a ter de perder." Nem há necessidade de comentar esta frase está tudo dito, com uma mandatária deste calibre que não olha a meios para atingir os fins o partido que se diz socialista soma e segue.
"Gosto de dar nas vistas, gosto que reparem, não gosto de passar despercebida!" Olha queres um conselho para não passares desperebida?? Sempre que abrires a boca para dizeres bacoradas destas acredito que as pessoas vão reparar em ti, não te prometo que seja pelos melhores motivos, mas que reparam, isso reparam.
"Odeio caroços na fruta, só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim" "E uvas sem grainhas, é uma trabalheira." Estas duas deixaram-me de boca aberta, como é que é possível não haver limites para a estupidez humana? E que tal se começasses a usar a massa cinzenta que tens??! Ou os caroços são mais prespicazes que tu?? huummm é capaz...
Agora pergunto-me como é que um partido que se diz "decente" escolhe para mandatária da juventude alguém como Carolina Patrocínio capaz de pronunciar estes impropérios?? Não haveria alguém que realmente tivesse cabecinha para este cargo?? Tenho a dizer que a juventude está envergonhada.
Assim, vai a política neste país, quando pessoas como estas são escolhidas para mandatárias está tudo dito.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
A criança que há em mim - "Up-Altamente"
Vi o novo filme de comédia e aventuras da Disney Pixar sobre um vendedor de balões de 78 anos, chamado Carl Fredricksen, que, finalmente, realiza o sonho da sua vida (e da sua amada esposa), uma grande aventura, quando prende milhares de balões à sua casa e consegue voar à descoberta da América do Sul. Mas ele vai descobrir, tarde demais, que o seu maior pesadelo também embarcou nesta viagem…Um explorador da natureza, super optimista, de 8 anos chamado Russel.Two Lovers

17 Again
Assisti ao filme "17 Again". Tenho a dizer que é uma comédia típica, filme protagonizado por Zac Efron (na fase jovem de Mike O'Donnell) e por Matthew Perry (na fase adulta, o Chandler da série Friends), conta a história de Mike O’Donnell, um adulto que não tem a vida que sempre sonhou. Ele deseja retornar ao "secundário" e certa manhã, ao acordar, descobre que tem novamente 17 anos. sábado, 15 de agosto de 2009
Chuva
No silêncio do meu quarto escuto,
É como se alguém chorasse até secar a alma;
O som melódico da chuva batendo na vidraça traz-me recordações;
Aos poucos a chuva que principiou forte vai abrandando o seu soar,
O carpido torna-se tenuemente agradável e moroso
Acariciando os meus pensamentos;
Assim, como a chuva miudinha que aos poucos vai esmorecendo…
Embala os devaneios daqueles que se estiolam;
Por fim, abro os olhos e a intempérie cessou,
Vê-se a água correr livre pela calceta, miram-se as nuvens altas no firmamento
Subsiste por fim fantasiar os dias do colorido da nossa alegria.
Limpar Potugal - 20/03/2010

Participem, escrevam-se num grupo pré-existente ou criem o próprio grupo!!!!
"O meu ponto final" - Pedro Vaz
"Conta-me a história que quero ouvir, mostra-me o mundo que é só teu, quero perder-me onde tu estiveres, faz-me um sinal...teu porto de abrigo que é o meu ponto final."
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Doenças e bom-humor
Se a pessoa que amas treme quando a abraças,
se sentes os seus lábios ardentes como brasas,
se a sua respiração se agita,
se vês nos seus olhos um brilho febril...
MANDA-A À MERDA,
TEM GRIPE A (N1H1).
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Luz
Um expositor do espírito em harmoniosas e melífluas palavras;
Concebo a moldura ideal para a tua fotografia
És perfeito, mesmo no caos da minha teimosia
Diz-me a letra do teu som silencioso, quero contigo cantar
Quero parar de despir as lajes do meu destino
Ilumina-me de novo, deixa-me começar o dia admirando a tua luz;
O meu olhar segue o teu rosto ,
Somos um único, na ilusão da nossa união.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Palavras
Mais uma vez me sirvo delas e escrevo,
Uma palavra é uma rua,
Que me autoriza murmurar quando os lábios não meneiam,
Com um lápis tudo parece mais fácil de dizer,
A dificuldade da realidade esfumará, ao toque do lápis no papel
Sinto em mim o rumor doce das tuas palavras,
Essas que afastarão o passado,
Para olharmos o futuro com ansiedade,
Somente palavras…
Noite...
As estrelas cintilam como nunca,
Tão vão é o sentimento que me devasta,
Da Janela, oiço o teu nome na música dos astros
A Lua alta e exuberante empresta-me letras
Com elas escrevo a tua imagem na veemência do nosso olhar
Saudades do teu feitiço
Da janela, vejo dias e noites passados,
Em meses distantes, mas que me vão dar
De novo, o sorriso dos teus lábios e o fulgência dos teus olhos
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Confidências
O verde dos teus olhos distrai-me da realidade
Conforta-me que o meu sorriso minta
Conforta-me ainda mais que ninguém o pressinta
Encurtam-se os dias, as manhãs e as tardes
Encanta-me a cor do crepúsculo
E é este arrepio que me faz bem
Apaga-se o dia, vem a noite calma;
No perfume dos teus olhos, no teu olhar intenso
Fundeio intencionalmente, sem pensar em nada
Com uma aragem suave e cheia de ternura
Sou como um barco desamparado,
Arrastada pela corrente do teu olhar…
quarta-feira, 29 de julho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Unsatisfied
domingo, 26 de abril de 2009
Dá-me Sede
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Coimbra-Guarda
domingo, 5 de abril de 2009
Traz outro Amigo também
Relembrando Zeca Afonso (1927-1987) grande cantor e compositor português fica uma música dele lindíssima.
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Zeca Afonso
sábado, 4 de abril de 2009
Cartas de Amor
de Mário Zambujal e instantaneamente veio à minha mente o poema do fabuloso poeta Português Fernando Pessoa, neste caso de um dos heterónimos, Álvaro de Campos. Adoro os seus poemas e a sua escrita peculiar, o poema quem me lembrei, foi como já devem ter percebido o "Todas as Cartas de Amor são Ridículas". Publico o poema e também a sua declamação, para quem apreciar, no ínicio Fernando Pessoa começa por dizer que todas as cartas de amor são ridículas, mas acaba por dizer, no fim, que rídiculo é quem nunca escreveu cartas de amor, ou melhor quem nunca amou, ou teve coragem de demonstrar "através de uma carta de amor rídicula" o seu própio amor.
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são Ridículas.
O aproximar das eleições
Para mim o PS e PSD são iguais em demasia semelhantes, apesar de haver quem diga que o "D" faz a diferença ou a sua ausência marca uma posição de esquerda, lamento fazer cair por terra as utopias de uns e outros porque não é isso que os diferencia muito menos sao as suas acções.
O argumento usado pelo engº Sócrates em que apontava as marcas sociais do PS criticou o PSD por ter advogado um modelo diferente de Segurança Social, com a aplicação de dinheiros em fundos cotados em bolsa. Mas a vermos a diferença não é grande, para infelicidade do nosso primeiro-ministro, pois Portugal inteiro sabe que ainda à pouco a Segurança Social perdeu nesse jogo bolsista em volta do dinheiro, constanto ainda que havia dinheiro, em paraísos fiscais acusação que ainda não foi desmentida.
Segundo João Salgueiro os paraísos ficais não vão acabar, mas o G20 não o deve ter ouvido e então decidiu o contrário.
Segundo a sabedoria popular "vozes de burro não chegam ao céu" e pelo menos em Londres não foram ouvidas.
Sócrates processa João Miguel Tavares
sábado, 28 de março de 2009
Manuela Moura Guedes - A voz que atormenta o Governo
Ontém no jornal da noite da TVI a polémica ficou instalada. Preto no Branco. O noticiário das 20.00 horas da TVI, com Manuela Moura Guedes em pivô, deixou os espectadores estupefactos. Afinal, Charles Smith, sócio da consultora Smith & Pedro, contratada para tratar do licenciamento do Freeport de Alcochete, diz claramente, num DVD que está na posse da polícia inglesa, que José Sócrates é "corrupto” e que, por intermédio de um primo, terá arquivado dinheiro para dar luz-verde ao projecto do outlet de Alcochete.
Deixo Também o Vídeo que compromete o nosso prezado primeiro-ministo. Tirem as próprias conclusões.
Quem me leva os meus fantasmas e me diz onde é a estrada?
Aqui fica o videoclip de uma grande música feita pelo Pedro Abrunhosa e que é dedicada a todos os que passaram a linha ténue que separa a estrada da espada...
sexta-feira, 27 de março de 2009
Aí vem mais uma PÁSCOA

BOM NATAL, COM UM CARNAVAL CHEIO DE PÁSCOA!...
Comissões a torto e a direito!!
Doidos pelo Magalhães =)

Segundo Manuel Grilo (responsável pelo EB no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) o computadorzinho "é um excelente instrumento de trabalho, com muitas virtualidades", porém não deixa de evidenciar que a sua "implementação" foi, por parte do governo uma atitude precipitada. Assino em baixo, porque para além das trapalhadas em volta do produto, ainda se observa o aumento da vigarice!
Aqui fica a notícia http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1182116
sábado, 14 de março de 2009
Guitarra de ilusões
sábado, 7 de março de 2009
Amar porque

«Porque o amor, por definição, é um dom não merecido; ser-se amado sem mérito é justamente a prova de um amor verdadeiro. Se uma mulher me diz: amo-te porque és inteligente, porque és honesto, porque me dás presentes, porque não andas no engate, porque lavas a louça, sinto-me decepcionado; este amor tem o ar de ser qualquer coisa de interessado. É muito mais bonito ouvir: estou louca por ti apesar de tu não seres nem inteligente nem sério, e embora sejas mentiroso, egoísta e safado.»
.Milan Kundera, A Lentidão
sexta-feira, 6 de março de 2009
ELOGIO DOS PORCOS
Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Alí perto, o porco escutava a conversa toda... No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora.
O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!! No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três. No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar 'Vamos matar o porco!!!'
Reflexão: Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também.
Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma arte.
Se algum dia, alguém te disser que o seu trabalho não é de um profissional, lembra-te: ~
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Poema do Futuro

Conscientemente escrevo e, consciente,
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm,
Deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.
Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a terra.
António Gedeão
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Klepht - Embora doa
A letra representa a impotência e a frustração humanas face às guerras, massacres e terrorismo, que dia após dia nos entram casa adentro pela TV. Um marasmo, quase congénito, apropria-se de quem assiste ao sangue jorrado, separado pelo vidro das 625 linhas que transportam as imagens até nós. Uma dor efémera, que facilmente nos abandona quando premimos o botão vermelho do comando. Após isto, um banho quente e o deleite de uma iguaria qualquer faz-nos esquecer esta triste realidade que lamentamos apenas quando está perante os nossos olhos. E para alguns, embora poucos, fica a latejar a permanente questão:”Qual papel será o meu?”
Aqui fica a letra:
É a dúvida que resta,
que me leva a perguntar...
qual papel sera o meu?
o de quem nada faz?
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
e revemos nas imagens que não passa de um esboço...
escolhem os senhores da guerra os motivos a seu gosto...
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
porque nada surprende.
já vivemos com o medo.
quem nos chama a razão?
ao som de armas adormeço...
embora doa, não me faz perder o sono.
embora doa...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Citação do Dia
Cheguei hoje, de repente, a uma sensação absurda e justa.
Reparei, num relâmpago íntimo, que não sou ninguém.
Ninguém, absolutamente ninguém.
Quando brilhou o relâmpago,
aquilo que supus uma cidade era um plaino deserto,
e a luz sinistra que se mostrou a mim não revelou céu acima dele.
Roubaram-me o poder de ser antes que o mundo fosse.
Se tive de reencarnar, reencarnei sem mim, sem ter eu reencarnado.
Sou os arredores de uma vila que não há, o comentário prolixo a um livro que não se escreveu. Não sou ninguém, ninguém. Não sei sentir, não sei pensar, não sei querer.
Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea,
e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem não me soube completar.
Penso sempre, sinto sempre: mas o meu pensamento não contém raciocínios,
a minha emoção não contém emoções. Estou caindo, depois do alçapão lá em cima,
por todo o espaço infinito, numa queda sem direcção, infinítupla e vazia.
Minha alma é um maelstrom negro, vasta vertigem à roda do vácuo,
movimento de um oceano infinito em torno de um buraco em nada,
e nas águas que são mais giro que águas boiam todas as imagens do
que vi e ouvi no mundo - vão casas, caras, livros, caixotes, rastros de
música e sílabas de vozes, num rodopio sinistro e sem fundo.
E eu, verdadeiramente eu, sou o centro que não há nisto senão
por uma grande geometria do abismo; sou o nada em torno do qual
este movimento gira só para que gire, sem que esse centro exista senão
porque todo o círculo o tem. Eu, verdadeiramente eu, sou o poço sem muros,
mas com a viscosidade dos muros, o centro de tudo com o nada à roda.
E é, em mim, como se o inferno ele-mesmo risse, sem ao menos a
humanidade de diabos a rirem, a loucura grasnada do universo morto,
o cadáver rodante do espaço físico, o fim de todos os mundos flutuando negro
ao vento, disforme, anacrónico, sem Deus que o houvesse criado, sem ele mesmo que está rodando nas trevas das trevas, impossível, único, tudo.





