Permanentemente, imaginei que nos teus olhos encontraria cristais brancos de nostalgia,
que no teu corpo iria balancear, débil,
porque o vento iria ateimar em nos separar.
Considerei que a amaldiçoada solidão te fizesse acordar cedo,
que pelo amanhecer a tua voz seria rouca de fraqueza de uma noite mal dormida, meditando na decisão de outrora,
pensei que o mar entraria pela tua pele e se transformaria em gelo,
arquitectando uma fina camada branca à superfície porque em ti já não havia energia,
numa respiração suave do que seríamos consumi os meus desejos,
nada do que imaginei és agora,
e há tanto em ti que eu desconhecia...


