Hoje quando estava a vaguear pela Bertrand folheando livros, para escolher qual o próximo "alvo" vi numa distantes o livro Já Não Se Escrevem Cartas de Amor
de Mário Zambujal e instantaneamente veio à minha mente o poema do fabuloso poeta Português Fernando Pessoa, neste caso de um dos heterónimos, Álvaro de Campos. Adoro os seus poemas e a sua escrita peculiar, o poema quem me lembrei, foi como já devem ter percebido o "Todas as Cartas de Amor são Ridículas". Publico o poema e também a sua declamação, para quem apreciar, no ínicio Fernando Pessoa começa por dizer que todas as cartas de amor são ridículas, mas acaba por dizer, no fim, que rídiculo é quem nunca escreveu cartas de amor, ou melhor quem nunca amou, ou teve coragem de demonstrar "através de uma carta de amor rídicula" o seu própio amor.
de Mário Zambujal e instantaneamente veio à minha mente o poema do fabuloso poeta Português Fernando Pessoa, neste caso de um dos heterónimos, Álvaro de Campos. Adoro os seus poemas e a sua escrita peculiar, o poema quem me lembrei, foi como já devem ter percebido o "Todas as Cartas de Amor são Ridículas". Publico o poema e também a sua declamação, para quem apreciar, no ínicio Fernando Pessoa começa por dizer que todas as cartas de amor são ridículas, mas acaba por dizer, no fim, que rídiculo é quem nunca escreveu cartas de amor, ou melhor quem nunca amou, ou teve coragem de demonstrar "através de uma carta de amor rídicula" o seu própio amor.
PS: acabei por não comprar o livro do Mário Zambujal mas sim o "Madame Bovary", romance escrito por Gustave Flaubert, pela grande sonoridade que este romance publicado em 1857 teve na altura, e no escândalo que provocou, talvez o de Mário Zambujal seja a próxima escolha.
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas. ~
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor
É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)
Álvaro de Campos,
in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa


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