A letra representa a impotência e a frustração humanas face às guerras, massacres e terrorismo, que dia após dia nos entram casa adentro pela TV. Um marasmo, quase congénito, apropria-se de quem assiste ao sangue jorrado, separado pelo vidro das 625 linhas que transportam as imagens até nós. Uma dor efémera, que facilmente nos abandona quando premimos o botão vermelho do comando. Após isto, um banho quente e o deleite de uma iguaria qualquer faz-nos esquecer esta triste realidade que lamentamos apenas quando está perante os nossos olhos. E para alguns, embora poucos, fica a latejar a permanente questão:”Qual papel será o meu?”
Aqui fica a letra:
É a dúvida que resta,
que me leva a perguntar...
qual papel sera o meu?
o de quem nada faz?
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
e revemos nas imagens que não passa de um esboço...
escolhem os senhores da guerra os motivos a seu gosto...
embora doa, nada fiz para mudar.
embora doa, nada vai mudar.
porque nada surprende.
já vivemos com o medo.
quem nos chama a razão?
ao som de armas adormeço...
embora doa, não me faz perder o sono.
embora doa...


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