domingo, 21 de dezembro de 2008

Há palvras que nos beijam

Estava aqui a tentar estudar anatomia e este poema não me saía da cabeça, vá-se lá perceber porquê, o poema é de Alexandre O'Neill, decidi juntar a interpretação da nossa fadista Mariza, junção que eu considero, simplesmente fantástica, para todos os que apreciam aqui fica...

Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

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